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terça-feira, 22 de agosto de 2023

[HQ] Análise - Capitão América: Guerra Fria

E aí Butequistas, beleza?

LeoCristian por aqui mais uma vez e hoje vamo falar da saga que prometeu tudo e entregou... um trabalho bem xoxo. Afinal, nem só de boas histórias e grandes eventos é feito um Papo de Buteco.

Então prepara um drink, sente-se confortavelmente no banquinho, põe um Sorriso Maroto para tocar e vamos falar de Capitão América – Guerra Fria!

Uma guerra fria dentro do meu peito, não encontro jeito, pra gente viver em paz ♫

Tá, vamo lá. Primeiramente, eu acho que é necessária uma contextualização do que tá acontecendo no Universo Marvel porque nem todo mundo é o doidão dos quadrinhos igual eu.

Atualmente, o posto de Capitão América é dividido entre duas pessoas, Steve Rogers, o capitão original, e Sam Wilson, o antigo falcão, também conhecido como Falcap aqui entre nós do Buteco. Apesar de terem tido suas divergências no passado, os dois personagens se reconciliaram e Steve pediu que Sam voltasse a ser o Capitão, lá em Capitão América #0, de 2022.

A partir dessa edição, a Marvel lançou dois títulos, Capitão América: Sentinela da Liberdade, protagonizada pelo Steve, e Capitão América: Símbolo da Verdade, com Sam como personagem principal. As revistas seguiram caminhos distintos, com Steve lidando com uma “conspiração mundial” e Sam lidando com questões políticas, especialmente sobre imigração e etnias.

Durante as histórias dessas revistas, tiveram três acontecimentos que serão relevantes para a saga Guerra Fria: 

  • O retorno de Ian Rogers, filho do Steve que estava supostamente morto. Ele estava agindo como parceiro do Sam depois que o Falcão (Joaquín Torres) foi gravemente ferido.
  • Bucky Barnes, o antigo Soldado Invernal, se tornou um dos membros do “Círculo Externo”. Esses caras basicamente dominam o mundo, acima de governos, empresas e países. Para chegar nesse posto ele teve que trair Steve Rogers.
  • Depois de uma treta com Wakanda, Sam Wilson está enfrentando o Lobo Branco (Hunter), irmão adotivo do Pantera Negra (T’Challa). Pra evitar falar tudo que eu penso do Hunter e não encher o post de palavras feias, eu vou dizer que esse cara é um grande traquinas e já fez um monte de presepada na HQ do Falcap.

Então, agora que vocês já têm uma base boa do que tá rolando, bora falar do evento:

Momento Bromance

Capitão América – Guerra Fria é uma saga lançada em 2023, que promete um crossover entre os dois capitães, com direito à porradaria desenfreada e discussão de pontos de vista diferentes, tendo como eixos os personagens Sam e Steve. O que poderia dar errado não é mesmo?

Tudo. Literalmente tudo.

A saga teve seis edições, o que eu considero pouco para o que ela se propôs. Os dois capitães, apesar de serem brothers, possuem perspectivas muito diferentes sobre o mundo e não seria difícil colocar eles em lados opostos de um conflito. Talvez essa até fosse a intenção original, mas a execução foi extremamente rushada e, considerando as ótimas histórias que as revistas individuais tiveram até guerra fria, eu culpo a falta de tempo.

Logo no início da saga, Ian é sequestrado e Steve ignora tudo, incluindo a segurança dos seus companheiros (Sam, Misty Knight e Sharon Carter) para ir correndo em direção ao “chefão final” e salvar seu filho. Essa é uma das coisas mais não-capitão-américa que alguém poderia fazer. E isso é meio que a tônica da saga, há uma sensação de que todos os personagens estão sendo pouco aproveitados e que os autores estão perdendo um potencial gigante para trabalhá-los. Só para vocês terem uma ideia do que eu tô falando, dá uma olhada nos nomes que estão envolvidos na guerra.

Esquerda: Sam Wilson, Steve Rogers, Sharon Carter e Misty Knight
Direita: Hunter, Bucky Barnes, Peggy Carter e Natasha Romanoff

Ian Rogers (que nem está nessa imagem) teve uma atuação à margem, sendo relevante no final apenas e as duas companheiras dos Caps servem para pouquíssima coisa. Além disso, todas as questões apresentadas na saga parecem ter sido propositalmente feitas para trazer uma mudança no status do Ian e muita coisa foi jogada para debaixo do tapete, como o plot da Peggy Carter. Bucky novamente se redime, só que dessa vez ele não fez absolutamente nada pra isso além de falar um “vocês fizeram exatamente o que eu planejei 😎”.

O confronto da revista poderia ser gerado por uma ruptura entre os dois capitães (algo que até aconteceu, mas foi rapidamente superado), mas acabou sendo deles contra os inimigos das revistas individuais (Steve x Bucky e Sam x Lobo Branco). Vale lembrar que essas tretas já estavam ocorrendo antes nos títulos próprios, ou seja, não precisava de uma saga crossover, sendo que era para continuarem o mesmo conflito.

Há todo um plot de “guerra mundial” que simplesmente não acontece, o que é bem legal considerando o contexto histórico original da Guerra Fria no nosso mundo, mas, diferente da nossa, não há nada que indique um clima de medo ou apreensão pelas consequências entre a população comum por conta dessa “guerra que pode ocorrer”. Não tem políticos falando abertamente contra a nação inimiga, nem crise dos misseis. As pessoas não estão sabendo do perigo que estão correndo. E aí a guerra só é cancelada.

Ainda assim, tiveram muitos elementos não explorados na saga que ainda podem aparecer no decorrer das histórias dos Capitães. Espero que o conflito traga um novo fôlego para as revistas, uma vez que o evento deixou uma série de mudanças no status quo dos personagens envolvidos e tem bastante coisa que pode sair daí.

Analisando Guerra Fria eu tenho a seguinte sensação: é tipo aquele trabalho da época de escola sobre um tema que você adoraria falar, mas que, por já saber de cor, deixou para última hora e entregou de qualquer jeito. Não é que é ruim… mas todo mundo sabe que você teria feito algo muito melhor se tivesse se dedicado um pouco mais.

Nota: 6 pra passar.

Bom Butequistas, por hoje é isso!

Espero que tenham gostado do post. Caso tenham sugestões, dicas, críticas, reclamações, ou só queiram desabafar sobre qualquer coisa, comentem! O Buteco é um espaço livre e estamos sempre dispostos à responder o feedback de vocês!

Não se esqueçam de compartilhar com seus amigos, inimigos, gato, cachorro e papagaio! Espalhem a palavra companheiros de copo!

LeoCristian voltando ao seu banquinho perto do balcão, que vossas canecas estejam sempre cheias!

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

[Papo de Buteco] Referências e Easter Eggs de Demolidor 3ª Temporada

Iae Butequistas, tudo sussa?

LeoCristian por aqui mais uma vez e hoje falaremos das referências encontradas na terceira temporada de Demolidor!

Pra quem ainda não tá ligado, Demolidor é uma série que possui um lugarzinho especial no meu coração. E se eu sou fã, eu quero service. Essa temporada está, mais uma vez, lotada de Easter Eggs e trabalhos de GÊNIO. não liguem se eu babar ovo demais

Nem preciso avisar que esse post está recheado de spoilers né? Então se ainda não viu essa obra prima que é DD, corre pra netflix pra assistir!

Quando alguém vem falar mal de Demolidor pra mim
Extra - A surdez de Matt Murdock

Tá, isso não é uma referência, nem um Easter Egg, mas eu achei legal demais e resolvi colocar. pq eu que escrevo então eu que decido o que por nessa joça 

No início da temporada, Matt ainda está se recuperando dos eventos que causam sua aparente morte em Defensores. Uma das sequelas é que o advogado está surdo do ouvido direito, o que é zoado pra caramba pra um cego.

Os produtores da série resolveram então mixar o som de forma que, quando você ouve usando um fone de ouvido, nas cenas em que Matt participa, o som sai praticamente apenas do lado esquerdo.

Me chama de AB
10 - A Queda de Murdock

O boato, que já corria desde o final de Defensores, provou ser real e a terceira temporada de Demolidor realmente é inspirada na clássica saga "A Queda de Murdock", uma das melhores sagas já feitas para o demônio da Cozinha do Inferno. 

Dentre as referências à queda, podemos ver: a presença da irmã Maggie, personagem introduzida originalmente nesta saga,  a cena em que Karen Page segura o corpo do Demolidor caído, em referência à cena protagonizada originalmente por Maggie, no episódio 10, e Matt quase morrendo após pegar um taxi pilotado por um capanga do Rei, no episódio 4.

Da série: Se não leu, leia

9 - Terno do Rei do Crime

A Marvel sempre deixa um easter eggzinho do traje dos personagens em suas séries, mas dessa vez foi bem além disso. Wilson Fisk passou grande parte da temporada usando ternos brancos divinos e idênticos aos que ele utiliza nas HQs, além de finalmente ser chamado de Rei do Crime (Kingpin no original), um codinome utilizado pelo FBI para falar dele sem chamar atenção.

Ah, e a participação do Vincent D'Onofrio nessa temporada está mais uma vez impecável. Na minha visão, Wilson Fisk é o melhor vilão do MCU sem sombra de dúvida . Thanos é o c@ral#!

Que vilão amigos, que vilão
8 - Conserta Felix Manning

Felix foi, em partes, um dos substitutos de James Weslley nessa temporada. Um faz-tudo de Fisk e responsável pela segurança/fuga de Vanessa. 

O equivalente a Félix no universo 616 teve uma pequena participação nos eventos da Queda, nos números 230 e 231 de Daredevil, onde forçou Melvin Potter a criar uma duplicata do traje de Matt e entregou pra um lunático random que o matou. burro

Do lado esquerdo: a inteligência, do lado direito: a burrice
7 - Mercenário

No episódio final tem uma aparição nem um pouco discreta  mal feita inclusive do símbolo do mercenário, um alvo.

Entretanto, no episódio 5, quando a origem do agente Pointdexter é mostrada, podemos ver que no boné do seu time o alvo característico do uniforme do vilão aparece, bem mais sutil e bem mais maneiro.

DOIDO DA CABEÇA DESDE PEQUENO

6 - Senhora Callahan e Rosallie Carbone

Senhora Callahan é uma vizinha de Dontrell "Barata" em Luke Cage. A personagem é a responsável por denunciar o vilão e chega a convidar Luke para tomar um café ( ͡° ͜ʖ ͡°). A velhinha reaparece em Demolidor, onde descobrimos um pouco mais sobre ela. 

Outra personagem que reaparece vinda diretamente de Luke Cage é a chefe da máfia italiana, Rosallie Carbone. Ela é uma das líderes do crime chamadas para a reunião do Rei do Crime e posteriormente se alia a ele (ou se submete a ele?).

Esse tipo de aparição, apesar de não afetar a história ou fazer alarde, reforça o quão unidas as séries são entre si, visto que elas se passam no mesmo universo e na mesma cidade.
  

5 - Melvin Potter

Melvin mais uma vez faz uma participação pequena mas importante na série, sendo o responsável pela criação de mais um traje do Demolidor, dessa vez para uso de Ben Poindexter. Puta vacilo.

Entretanto, nem só de grandes vacilos vive Potter, que arrumou uma namorada e protagonizou uma cena de luta usando serras circulares como armas, exatamente como sua contraparte no universo 616, o Gladiador. Com direito a roupa e tudo.

Go Melvin Go!
4 - Número do apartamento de Dex

Essa foi do caramba. O número do apartamento de Ben Poindexter aparece durante alguns segundos na série - e mesmo assim, numa tomada escura - mas significa muito.

O apartamento 131 faz referência à primeira aparição do Mercenário, em 1976, na edição número 131 de Demolidor.

Simplesmente show
3 - Homens Aranha?

Essa eu ainda tenho um pouco de dificuldade para acreditar, mas vamos lá.

No início do episódio 12, um pôster é mostrado na academia Fogwell. Nele aparecem dois lutadores de boxe com os nomes "Parker" e "Morales". Aparentemente esta seria uma referência aos dois mais conhecidos homens aranha, Peter e Miles.

Mas por que referenciar a eles logo agora, num pôster sobre boxe? E o Miles nem deve aparecer tão cedo no UCM... Então sei lá, acho meio estranho.


2 - O Homem Sem Medo

Durante o funeral do Padre Lantom, Matt fala sobre o quanto o padre lhe ajudou a superar seus medos e o quanto ele ajudava Hell's Kitchen como um todo. Ao final de seu pequeno monólogo, o advogado diz que o padre permitiu a ele ver as possibilidades de ser um homem sem medo.

Eu acho que nem preciso explicar né, mas caso você seja um leitor desavisado, o homem sem medo é um dos subtítulos do Demolidor, da mesma forma que o incrível Hulk, ou o espetacular Homem-Aranha.

Achou que não ia ter essa OBRA PRIMA aqui?
1 - Kenji Oyama

Mais um easter egg BEM oculto, desta vez na cena final. Dr. Oyama, o responsável pela cirurgia de "restauração" da coluna de Poindexter por meio de inserção de uma liga metálica, "Cogmium" a falta que o adamantium faz né dona marvel é a possível contraparte de Kenji Oyama, pai da Lady Letal e criador do Adamantium.

Kenji também foi responsável pela inserção de adamantium no Mercenário nas HQs para recuperá-lo de suas feridas.

Vilões desconhecidos gonna vilãodesconhecidozar
Bem, esses foram os 10 Easter Eggs que eu localizei na terceira temporada de Demolidor! Conseguiram encontrar todos esses? DUVIDO.

Então caso vocês tenham outras referências que tenham visto na série e eu não listei aqui, fiquem a vontade para compartilhar! Eu mesmo provavelmente assistirei essa temporada de novo posteriormente e posso procurar pelos itens ocultos que vocês me contarem! 

Caso você não tenha visto Demolidor 3 e veio ler o post antes para entender as referências estilo Steve Rogers, saiba que essa temporada ta MUITO BOA. Na moral, vai lá.

Por hoje é isso Butequistas.

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LeoCristian voltando ao seu banquinho perto do balcão, voltem as suas canecas de rum!

<3

quarta-feira, 12 de abril de 2017

[Papo de Buteco] Diversidade nas HQs, Bom ou Ruim?

Iae butequistas, tudo sussa?

LeoCristian por aqui mais uma vez para mais um post gelado e pronto pra consumo!

Bem, já tem um tempo que eu não faço um Papo de Buteco raiz, então, pra quem não se lembra, esse é o meu pokémon (8) um estilo de postagem que eu simplesmente falo o que quero, sem pesquisas, sem muita adição de informação, só expresso minha opinião sobre as coisas, no melhor estilo "conversa de bar".

Tem algum tempo que eu tenho visto em diversos outros blogs, canais e difusores de conteúdo ui falando bonito, discutindo a diversidade nos quadrinhos, e depois que eu fiz aquele post de análise de revistas encabeçadas por garotas (aqui) eu senti que precisava adentrar na treta também, Mas antes vou deixar algumas coisas bem claras.

Em primeiro lugar: Fã de quadrinho das antigas é um saco. Quase sempre pelo menos. Sabe aquele cara que não aceita mudança? Que quer ver os X-Men sempre com o Ciclope, a Liga da Justiça com Batman e Superman, o Homem-Aranha como Peter Parker? Aquele que acha que qualquer coisa nova deve ser feita em um "universo paralelo" ou que tem que ter data para expirar e voltar a ser como era antes?

Esses caras são um TERRÍVEL problema.

Em segundo lugar, eu estou ciente que a DC tem muitas boas revistas com personagens das "minorias" odeio esse termo, mas há um tempo atrás eu escolhi ler apenas Marvel. Apesar de eu dar uma olhada em algumas coisas da DC as vezes, não da pra ler tudo de ambas, é muito conteúdo. Então eu não farei aqui uma análise do "por que a diversidade da DC está sendo mais aceita que a da Marvel", até porque isso não passa de uma versão 2017 da tretinha entre fanboys das duas editoras. Passamos por isso há tempos, superem.

Aliás, Batwoman e Arlequina são minhas sugestões caso queira ver bons exemplos.

Bora pro papo.


Nos últimos anos a Marvel tomou uma decisão empresarial de incluir personagens femininas, negros e homossexuais em suas revistas. Na verdade isso vem ocorrendo desde os anos 2000, mas nessa década houve um aumento significativo de personagens que se incluem nesses padrões.

O problema é que, diferentemente da DC, a Marvel não se limitou a criar novas identidades e alter-egos para incluir esses grupos, mas também os colocou na "linha de frente", ou seja, nos títulos de maior peso e renome, causando um arranca rabo com os fãs de quadrinho das antigas.

Hoje em dia você abre um Capitão América e vê um negro brandindo o escudo, Homem de Ferro é garota, adolescente e negra e Thor é uma mulher. E esses são só alguns dos exemplos. Além disso a Marvel modificou significativamente alguns personagens, de certa forma ignorando o passado dos mesmos, os melhores exemplos disso são Bobby, tcc Homem de Gelo, que assumiu ser gay e Steve Rogers que não assumiu, mas é da Hidra.

Isso foi um tapa na cara de todos os leitores. Uma mudança tão radical que não parecia ser reversível, afetando os fãs de quadrinho das antigas profundamente.


Sabe caras, eu não faço parte de nenhum desses grupos. Mas eu entendo que a representatividade deles é muito importante. Como eu entendo isso? Bem, é simples.

Um dos meus mutantes favoritos é o Roberto da Costa, tcc Mancha Solar, e não é pelo poder dele, ou pelo design do personagem, nem nada disso. É porque ele é brasileiro. Tá certo que ele é uma grande pilha de esteriótipos brazukas com poderes mutantes, mas mesmo assim é muito bom ver um cara que nasceu aqui aparecendo por lá. Nos últimos anos, Roberto saiu do eixo mutante-esquecido, comprou a I.M.A. (é, ele é rico), montou e liderou uma equipe de Vingadores que inclui a Garota-Esquilo deusa suprema e agora é líder de uma equipe de Vingadores sancionada pelo governo estadunidense. Tá ligado o que é ver um hue-Br liderando uma equipe chamada U.S.A.vengers? É muito genial véi.

E eu acho que quando um negro vê o Capitão América lutando pelas suas causas, enfrentando o preconceito aos negros e aos latinos, ele deve sentir a mesma coisa. Ou um Luke Cage, sem máscaras ou trajes, protegendo seu bairro, sua família.

Uma mulher ver uma Thor que possui câncer e luta contra duas sociedades machistas e patriarcais diariamente, asgardiana e midgardiana, e vencendo deve ser ótimo. Bem como uma Capitã Marvel liderando uma tropa que protege a Terra inteira de ameaças inter-galáticas.

Um homossexual vendo o Homem de Gelo, um dos mutantes mais fortes de todos os tempos se assumir após décadas, e demonstrando a dificuldade que ele teve para entender e aceitar a si mesmo, caraca. E não me vem com essa ladainha de "ele nunca demonstrou ser homossexual" porque isso ocorre o tempo todo no dia a dia. "Sair do armário" não é fácil.

Então sim. A diversidade nas HQs é muito legal, e deve continuar sendo feita. Mudar é muito bom, desde que...


Não façam isso.

É o seguinte, a Marvel comics é uma editora de histórias em quadrinhos avá. O único trabalho deles é fazer histórias em quadrinhos. Então é de se esperar que essas histórias sejam no mínimo boas.

Eu parei de ler Cho-Hulk a partir da terceira edição da revista porque é uma das piores coisas que já li. Descaracterizaram o Amadeus Cho, conhecido por lidar com problemas de escala heroica apenas com inteligência, descaracterizaram o Hulk, que não possui mais fúria desmedida e descontrolada o tempo todo, tentaram fazer de tudo pros fãs acharem isso bom sem spoiler de Guerra Civil II, O Caído, quem leu sabe, mas vou dizer uma coisa, não é. Talvez hoje esse Hulk esteja bom, mas eu não pretendo gastar tempo lendo isso porque simplesmente foi uma tentativa falha e mal feita de mudança.

E isso não é de maneira alguma uma crítica por eu "não suportar ver um Hulk com traços orientais" ou por eu "não abraçar a mudança", é por ser uma revista ruim. Do mesmo jeito que o Hulk clássico teve histórias ruins, bem como qualquer outro personagem ou saga pode ser ruim. Morte do X por exemplo

E eu sou totalmente contra histórias ruins.

Então editores e roteiristas, façam coisas decentes, criem mais Ms Marvel, mais América, mais Homem-Aranha Miles. Mas, por favor, não tentem nos fazer consumir conteúdo ruim pelo simples motivo de "incluir minorias". Façam boas histórias, e só.


Os leitores de quadrinho sofrem com essa dicotomia de "tem que ter histórias novas" e "não toque no meu personagem" desde os primórdios.

Já passou da hora de aceitar as mudanças. Se forem histórias bem escritas e de qualidade, qual o problema do seu personagem mudar? Você não mudou? Pense sobre.

Bem butequistas por hoje é isso!

Caso tenham críticas, dúvidas, sugestões, xingamentos, elogios, fiquem a vontade para comentar! O feedback de vocês é muito importante pra nossa equipe!

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LeoCristian voltando ao seu banquinho perto do balcão, voltem as suas canecas de rum!

terça-feira, 28 de março de 2017

[HQ] Análise - Especial Garotas da Marvel!

Eaí Butequistas tudo sussa?

LeoCristian por aqui mais uma vez com uma análise de HQ para vocês!

Hoje eu resolvi fazer uma leitura (e algumas releituras) de algumas revistas protagonizadas por personagens femininas, reunir o que eu considero positivo e negativo entre elas e trazer para vocês!

Tá certo que já tem um tempo que não falo de HQ por aqui, mas se vocês se lembram, a maioria das vezes eu costumo reunir grandes publicações, mega-sagas, equipes importantes ou grandes nomes. Então hoje eu preferi fugir desse estigma e falar de personagens que não estão nos holofotes, afinal, nem só de Vingadores e Superhomens sobrevive um estúdio e, muitas vezes, essas revistas 'menores' podem ser muito melhores que as famosonas vide Imbatível Garota Esquilo.

A 'Invasão' das Personagens Femininas nos Quadrinhos


Primeiramente, que fique bem claro que essa 'invasão' não é, de maneira alguma, uma coisa ruim ok? ok! sem mimimi de "ah, eu queria que fosse igual aos anos 70" 

É importante que todos grupos de pessoas se vejam inclusas nos quadrinhos, negros, mulheres, homossexuais, religiosos, ateus, latinos, enfim, todo mundo.

O universo dos quadrinhos possuía, especialmente no século passado, um público majoritariamente masculino. Sendo assim, as revistas muitas vezes traziam conteúdos machistas, hiper-sensualização feminina e personagens principais homens. Hoje em dia, apesar de ainda termos algumas heranças desse período, tais coisas tem começado a mudar, o que é, sim, muito importante. No panorama Marvel temos ótimos exemplos disso, como a Thor (que tem uma revista absurdamente melhor que seu predecessor), Capitã Marvel (criadora dos Supremos e protagonista em Guerra Civil II) e V-Force (equipe dos Vingadores composta só por mulheres, que tem botado pra quebrar). Essa mudança positiva nos quadrinhos tem nos presenteado não apenas com personagens femininas super-poderosas mas também cômicas, emotivas, fortes, loucas de pedra, resolutas, enfim, pra todos os gostos.

Portanto, sem mais delongas vamos as 3 publicações que selecionei para análise!

América v1

Capa da edição #002, fazendo referência ao clipe de Formation da Beyoncé
América Chavez é uma personagem muito importante para a Marvel. Surgida em 2011 e integrante dos Supremos, a heroína possui super força, agilidade e habilidade de criar portais em formato de estrela pelo espaço-tempo.

Altamente americanizada certo? Nem tanto. América é latina, negra, lésbica e filha de duas mães. E não há nenhuma tentativa de 'maquiar' ou 'disfarçar' isso em nenhuma das publicações dela. Ponto pra editora.

"America sempre foi inquestionavelmente incrível, e como nova líder designada dos Supremos, ela agora assumiu oficialmente seu lugar como a briguenta mais notável do Universo Marvel! Mas apesar de liderar uma equipe de heróis e dar porrada em vilões seja bacana e tudo mais, isso não deixa muito tempo livre para a autodescoberta... Então o que uma adolescente superpoderosa faz quando está à procura de satisfação? Ela vai pra faculdade!"

Bem, América teve sua primeira edição anunciada para Maio (de acordo com a Wikia da Marvel xP) mas o primeiro volume aparentemente 'vazou' coincidência? Eu acho que não para a internet. A solo da personagem tem tido repercussão desde o momento de seu anúncio e portanto eu resolvi dar uma olhada.

Bem... para uma primeira edição, América teve uma estreia mediana, no quesito roteiro, mas ainda assim forte e visualmente polêmica. 

O traço e a colorização da hq, por Joe Quinones e José Villarubia, remetem a bandeira americana o tempo todo nem as revistas do cap são tão explícitas, especialmente o figurino da personagem, sendo até um pouco incômodo as vezes, mas também inclui aparições de signos como a bandeira do arco-íris (presente na frente da casa de Lisa, namorada da protagonista) que são muito importantes, colocando em primeiro plano o fim do preconceito que é tão típico dos norte americanos. O que eu estranhei é que nessa primeira edição a América está bem diferente do traço dela que tinha visto nos Supremos, mais alta, com uma expressão mais madura, superconfiante, mas creio que isso é parte da jogada de torná-la líder da equipe, e eu ainda não li o que houve com o time após Guerra Civil II, ou algo como deixá-la com um jeitão mais Beyoncé.

Eu considerei a história com alguns problemas em sua linearidade, as vezes parecia que eu tinha mudado de revista sem perceber, mas o roteiro da Gabby Rivera foi claramente feito para demonstrar a que veio América, ou seja, acabar com eufemismos e censuras nos temas que aborda. É bastante explícito a relação de América com Lisa, a relação das mães da personagem, há uma aparição bem marcante de um grupo de mulheres negras cuja líder se define como "High Bitch In Charge" (traduzido muito bem pro português como "Maior Vadia Que Você Respeita"), com uma acidez que é traço típico da comunidade Afro-Americana, e a primeira página é magnífica:

"Fear not, mi gente..."

Então, apesar de não ter sido uma estreia marcante para mim, como foi, por exemplo, os Supremos, acho que América tem muito a mostrar e estou confiante que a solo da personagem só irá crescer daqui em diante. Veremos. Nota 6/10

A Incrível Gwenpool v1


Gwenpool é uma personagem que surgiu TOTALMENTE por conta do hype e um pouco de fanboyzice dos marvetes. Basicamente, durante o arco Aranhaverso, houve uma personagem chamada Spider-Gwen (obviamente no universo dela ela não tem esse nome, é spider-woman mesmo), que era uma versão do aranha em um universo onde Gwen ganhou poderes e Peter morreu. A personagem foi adorada pelos fãs de tal maneira que passou recebeu um passaporte para diversos times e ganhou uma revista própria. Spider-Gwen foi uma febre tão grande, que a marvel fez diversas capas alternativas em outras revistas mostrando versões da Gwen como outros personagens do universo, e entre elas apareceu Gwenpool. Os fãs mais uma vez fizeram um enorme barulho, levando a editora a tornar Gwenpool uma personagem, fazendo-a aparecer em Howard, o pato, receber um especial de natal e, posteriormente, uma revista própria.

"Gwen Poole costumava ser uma leitora de quadrinhos assim como você… até quando ela acordou em um mundo onde os personagens que ela lia pareciam ser de verdade! Mas eles não poderiam ser, certo? Tudo isso deve ser falso, ou um sonho ou tipo isso, certo? E você sabe o que isso significa… SEM CONSEQUÊNCIAS!"

Incrível Gwenpool possui um traço absurdamente fofo, sem deixar de conter violência desmedida. Os desenhos são feitos pelas duas ilustradoras dos estúdios Gurihiro, responsáveis também por "Avatar - A Lenda de Aang" e "Quarteto Futuro", e traz algumas características marcantes da dupla, como cenários absurdamente detalhados e coloridos. 

Além disso o roteiro é muito bem escrito, com presença de humor sarcástico, referências ao próprio universo marvel, utilização inteligente de personagens, tiradas fantásticas, enfim, toda a dinâmica de uma fã da Marvel, sem poderes, sem habilidades de combate e que não quer ser "uma personagem sem importância que não vai aparecer em nenhuma revista" é verossímil e bem feita. Sério. O roteiro do Christopher Hastings cobre desde o nome/origem da personagem até as motivações de personagens secundários de maneira impecável.


Gwenpool é uma personagem que tinha tudo pra dar errado, mas é impressionantemente boa. Uma leitura simples e despreocupada, Nota: 9/10

Gaviã Arqueira v5


Primeiramente preciso deixar claro que a Gaviã Arqueira, Kate Bishop, e o Gavião Arqueiro, Clint Barton, possuem o mesmo nome em inglês, Hawkeye. Portanto esse volume 5 de Hawkeye é, na verdade o primeiro volume protagonizado por Kate.

Kate Bishop, vulgo Gaviã Arqueira, toma a posição de seu mentor nesse volume por conta da caquinha que ele fez em Guerra Civil II sem spoilers, tendo que lidar com o nome Hawkeye sendo jogado na lama na comunidade super-heróica e sendo confundida pelos populares o tempo todo com o Gavião. É hora de sair da sombra dele e mudar.

"Sabe a Arqueira? Não o ArqueirO, a garota. Sim, você conhece ela, a deslumbrante Kate Bishop. Kate está indo para a costa oeste e voltando para Los Angeles com seu arco e seu distintivo de investigadora particular. Crimes precisam ser revolvidos, e ela é a melhor pessoa para resolver isso!"

Kate inicia sua carreira como investigadora particular. Chefe e única funcionária da Gavião Investigações, que nem ao menos possui licença para operar. 

O traço de Leonardo Romero a primeira vista parece simples, mas cumpre o que se propõe, deixando o visual menos carregado de informação para que o foco vá para os diálogos e expressões visuais, similar ao visto em Gavião vol 4, e graças a colorização de Jordie Bellaire a proposta se mantém firme.

O foco de Gaviã Arqueira, pelo que tenho visto nas três primeiras edições é o aprofundamento da personagem. Kate recebe um novo status, similar ao papel representado por Jessica Jones há uns anos atrás como investigadora particular, sendo até feitas comparações e encontros entre as personagens durante a revista, mas o primeiro arco de Kate nos leva a um outro nicho. A gaviã é superconfiante, em si mesma e nas pessoas ao seu redor, impulsiva, como todo jovem, e cabeça quente, mas se depara com um inimigo completamente novo, um que nem todas as flechas do mundo seriam capazes de derrotar. O assédio masculino. 

A roteirização de Kelly Thompson é feita de maneira impecável, tornando esse tema mais fácil de ser discutido e sem deixar de lado a carga heroica que se espera da ex-Vingadora, portanto, ao contrário do que se poderia pensar, a revista não se torna uma leitura cansativa ou muito carregada apesar da complexidade do tema, o que é impressionante, na moral, tá de parabéns. Há também uma preocupação com relação a até onde a lei pode ajudar em casos de assédio, na edição número 2, que pra mim é o ponto mais alto até o momento da publicação.

Além disso temos o crescimento da Kate como pessoa, após tudo que ela tem passado como Hawkeye, acho que é a cereja do bolo.


Gaviã pra mim tem sido uma ótima revista até o momento, estou realmente gostando de tudo que tem sido feito, mas eu ainda sinto que tem algo faltando e a sensação de não saber o que me mata... Por isso vou dar uma Nota 8/10


Bem butequistas por hoje é isso!

Caso possuam críticas, sugestões, elogios, queiram desabafar, ou qualquer outra coisa fiquem a vontade para comentar! A participação de vocês é sempre bem-vinda e ajuda a nos motivar e seguir com o Buteco!

Não se esqueçam de compartilhar esse post com suas amigas, inimigas, gata, cadela e papagaia acho que nem se nomeia assim...! Espalhem a palavra companheiros de copo! quem sabe eu faço uma parte 2

LeoCristian voltando ao seu banquinho perto do balcão, voltem as suas canecas de rum! 

terça-feira, 4 de outubro de 2016

[Papo de Buteco] Referências e Easter Eggs de Luke Cage

Iae Butequistas, tudo sussa?

Leocristian por aqui mais uma vez com mais um Papo de Buteco!

RAPAAAAIZ e moooooça eu terminei hoje não sei se o post saiu no dia certo mas finjamos que sim de ver Luke Cage e tá muuuuito delicinha!

Mas antes de eu entrar no post propriamente dito, tenho três considerações a fazer para quem ainda não viu a série, ou começou e desistiu no início:

1 - Luke Cage é bem lento. Acostume-se. A trama é construída sem nenhuma pressa, então os primeiros episódios são muito arrastados. O lado bom disso é que quando o pau começa a torar você sabe tudo sobre cada personagem, portanto a direção não precisa usar tanto assim o recurso do flashback que acaba deixando algumas outras séries chatas de ver. ainda tem flashback mas bem menos do que outras por aí

2 - Caso você não conheça quem é Luke Cage, sua história ou seus maiores vilões, não se importe. A maior parte dos fãs de quadrinhos incluindo eu também não sabe quase nada sobre ele, além de ser um personagem negro com pele invulnerável e BADASS PRA CACETE. A própria série introduz o background, vilões e todo o resto relativamente bem. mas procure sobre a Black Mariah :)

3 - A partir daqui o Spoiler come solto. Leia por sua conta e risco! Mas por ser um post de referências, esses spoilers não vão atrapalhar sua experiência assistindo a série, então não precisa ter tanto medo.



Bem agora sim, já expulsei os spoiler-hater partiu pro post!

1 - Música

Luke Cage é o segundo projeto da Marvel que mais se liga e se relaciona a música, perdendo apenas para Guardiões da Galáxia. Durante cada episódio uma estilo musical genuinamente Afroamericano é apresentado, dando um tom especial a série. Mas mais importante que isso é que cada título de episódio é o nome de uma música da banda Gang Starr!

Então pra pegar um pouco da vibe enquanto lê o post, clique AQUI para conferir as tracks que entitulam os episódios. eu juro que tentei achar uma playlist com as músicas da boate, mas não tinha...


2 - "I'm Not For Hire"

Durante vários momentos da série, os personagens afirmam para Luke coisas do tipo: "Cara você poderia ganhar muito dinheiro com esses poderes" e recebem como resposta a frase "Eu não sou para alugar" tradução literal meio bosta minha, mas não lembro como foi traduzida na série.

Essa frase é uma alfinetada no primeiro título solo do personagem, em 1972, chamada "Luke Cage - Hero for Hire" ou "Luke Cage - Herói de Aluguel", revista que aliás foi a primeira a ter um personagem negro como principal. A frase também faz referência ao atual título de Luke com Punho de Ferro, chamado "Heroes for Hire"



3 - Poderoso!

O personagem Pop costuma chamar Luke de "Power Man" ou "Poderoso". Esse nome era o nome utilizado pelo personagem durante os anos 70. Ambas as versões atuais de Cage, a da série e a dos quadrinhos, demonstram não gostar nem um pouco do nome.


4 - Cottonmouth

Cornell "Cottonmouth" Stokes apareceu pela primeira vez em Power Man # 18 em 1974 o nome mudou de Luke Cage para Powerman pouco tempo depois do lançamento. Ele foi criado por Len Wein e George Tuska. O personagem, apesar de não ser um dono de boate como na série, gostava de se vestir muito bem da mesma maneira que sua contraparte televisiva.


5 - Tecnologia Hammer

Nem só de grandes momentos vive a série. A tecnologia usada por um dos inimigos de Luke, Cascavel ou Kid Cascavel, que é um nome MUITO RUIM usado pela Netflix na legenda vem de Justin Hammer, que é um importante personagem do péssimo Homem de Ferro 2. pra mim deveria ter parado no 1


se não fosse por ter resultado nos avengers nem precisava existir o 1 aliás

6 - Turk Barrett!

Turk Barrett, o capanga que nunca se dá bem de Demolidor, faz uma aparição relativamente importante e muito bem interpretada, como sempre, por Rob Morgan. Juro que eu gritei MEU DEUS É O TURK na primeira vez que o vi na tela. Esse cara é demais!


7 - O Moletom Com Furos

Os moletons de Luke, constantemente perfurados pelos oponentes do herói, possuem um forte simbolismo. Eles são muito provavelmente uma referência ao caso de Trayvon Martin, adolescente assassinado em 2012. tem na wikipedia, procura aí



8 - A Roupa Original

Olha aqui Netfix, eu sou Fã e eu quero Service. Então no momento que vocês colocaram o Luke Cage usando a roupa original da época que eu nem era nascido, durante o episódio 4, foi simplesmente FODA!

Deu trabalho achar essa foto ;-;
9 - Trish Talk

No início do sexto episódio nós ouvimos um pouco de Trish, a grande amiga de Jessica Jones, apresentando seu programa "Trish Talk". Foi um belo presente ouvir a voz da loira e mais uma ligação às outras séries da Netflix.


10 - Claire Temple

Claire faz mais uma aparição, dessa vez tendo um papel crucial a partir do episódio 5. A primeira aparição de Claire nos quadrinhos foi em "Luke Cage - Hero for Hire #002" então era de se esperar...
Gostei do rumo que o papel dela tomou? Não. Mas a atriz é ótima.


11 - Mas e o Stan Lee, cadê?

Uma aparição beeeeem pequena, mas eu vi e apontei pra tela igual um idiota falando "ALÁ O STAN LEE!" para uma pessoa invisivel.

Viram? Viram? Não viram...?
12 - Method Man e "Bulletproof Love"

Logo após o cameo de Stan Lee, no episódio 12, o rapper Method Man aparece. Caso você nunca tenha ouvido o cara, segue a música "P.L.O. Style" que Luke Cage afirma ser a preferida dele.

Mais tarde no mesmo episódio, Method faz uma aparição num programa de rádio, onde canta o rap que, na série, ele fez para Cage, chamado "Bulletproof Love", que é GENIAL!

13 - A Roupa de Cascavel

Eu escolhi nem procurar a aparição do Cascavel na sua roupa de vilão, para não exagerar no spoiler. Mas ficou lindo pacaraca.


14 - Misty Knight

Misty é uma personagem pela qual eu nutro um carinho especial. Atualmente nos quadrinhos ela é a ajudante do FalCap MELHOR CAPITÃO, mas ela já possui história com Luke desde os primórdios do personagem, e já foi líder da companhia "Heroes for Hire" durante um tempo. Ela possui um dos principais papéis na série.

Ela usa sua roupa clássica no último episódio da série, ou pelo menos algo muito parecido. Mais uma vez para evitar o mimimi do povo, colocarei apenas a versão das HQs.


15 - Um Ótimo Advogado e Aulas de Artes Marciais

Claire vive dizendo a Luke que ela conhece um ótimo advogado, que pode ajudar. Nem preciso dizer quem é esse cara né?

Além disso, no finalzinho da série vemos a personagem pegando um flier sei lá o que é essa coisa em português de artes marciais de Colleen Wing, um personagem que aparecerá em Punho de Ferro!

Defenders are coming.....



Bem Butequeiros, esses foram os Easter Eggs e Referências que eu consegui encontrar durante a série. Encontrou algum outro? Gostou do post e gostaria de demonstrar? Não gostou e gostaria de reclamar de algo? Comenta aí! A participação de vocês é muito importante!

Não se esqueçam de compartilhar esse post com seus amigos, inimigos, gato, cachorro e herói-de-aluguel! Espalhem a palavra companheiros de copo!

Ah, e em breve eu devo lançar um vídeo lá no Canal do Buteco comentando os pontos positivos e negativos da série eu não me considero um crítico, mas vamo lá então já se inscrevam caso não sejam inscritos para garantir recebê-lo!

Bem, por hoje é isso, Leocristian voltando ao seu banquinho perto do balcão, voltem as suas canecas de rum! o/

sábado, 18 de junho de 2016

[HQ] A volta de Hanna-Barbera - Scooby Apocalypse e Corrida Maluca!

Iae butequistas, tudo sussa?

Leocristian por aqui mais uma vez, para mais um post de HQ!!11! saudade de vcs seus 22cos

E hoje eu vim aqui para falar da magnífica adaptação que a DC anda fazendo dos desenhos de Hanna-Barbera! Mais especificamente, de Scooby Doo e Corrida Maluca! YAY

Mas antes de tudo, aqui vai uma menção honrosa a Future Quest, que também está sendo lançada e eu acho que deve ser boa para quem conheceu os desenhos que aparecem lá na edição #01, o que não é o meu caso. Por isso preferi não analisá-la, uma vez que 95% da graça dessas revistas vem do fato de você conhecer o universo e comparar os personagens que lá aparecem com os originais. Future Quest é basicamente um mix de vários personagens do estúdio, em um time ao estilo Liga da Justiça! e eu to esperando que apareça Os Impossíveis

Ah! E em breve sairá Flintstones também, mas eu não quis esperar porque Corrida Maluca é meu desenho preferido ever de HB e eu quero analisar a HQ enquanto minhas emoções ainda estão frescas. resumindo: frescura minha E talvez, se essas revistas fizerem sucesso outras adaptações de desenhos do renomado estúdio possam ser feitas! eu gostaria de ler Zé Colmeia numa versão dark muito loca em que ele come cestas de piquenique e os donos do piquenique

O Universo Hanna-Barbera


Antes de entrar nas revistas em si, precisamos discutir um pouco sobre o que a DC quer fazer com o as publicações, e dar algumas informações preliminares.

Todas as revistas dessa 'série' se passam em um universo chamado "Hanna-Barbera Beyond". Caso você esteja se perguntando o que isso significa, aí vai a bomba: Os acontecimentos de Scooby Doo influenciam na criação do mundo de Corrida Maluca, coisas ocorridas em Flintstones podem gerar problemas em Future Quest, etc, etc. Isso possibilita DIVERSAS novas interpretações, uma linha do tempo estruturada, possíveis crossovers, e teorias do que pode ter ocorrido no passado da revista Y para as coisas chegarem no ponto que estão na revista X. MINDBLOW TOTAL

Até o momento foram anunciadas, em Fevereiro na WonderCon, apenas as 4 revistas que estão na foto acima, que aparentemente seguem a seguinte ordem na linha do tempo: Flintstones, Future Quest, Scooby Apocalypse e Wacky Raceland. As primeiras edições estão sendo lançadas em diversas datas (25 de maio Quest e Scooby, 8 de Junho Corrida e 6 de Julho Flintstones) e ainda não se tem notícia de vinda dos títulos para o Brasilzão da massa.

Bem, bora pras análises! porque eu ja to enrolando demais

Scooby Apocalipse #01


"Aqueles garotos enxeridos - Fred, Daphne, Velma, Salsicha e seu cachorro, Scooby-Doo - conseguiram mais desmascaramento de fantasmas do que eles queriam, quando são confrontados com uma mudança fundamental no seu mundo. O apocalipse aconteceu, regras antigas sobre a lógica não se aplicam mais. As criaturas da noite estão entre nós, e os tripulantes da Máquina de Mistério tem que lutar para sobreviver - porque nas terras áridas e apocalípticas do futuro próximo, os terrores são reais!" 

Bem, primeiramente, na minha visão, uma adaptação de sucesso precisa seguir duas premissas básicas: Desconstruir o personagem até encontrar um elemento que o caracteriza e o torna único, e mudá-lo sem perder essa essência. Os idealizadores de Scooby Apocalipse sem dúvida acertaram em cheio nesses dois quesitos, e as mudanças feitas pelo roteiro explicam e dão uma profundidade aos personagens em questões que nós não tínhamos levantado ainda. 

Por exemplo: Por que o Scooby-Doo fala? 
Scooby é o único animal falante na série original depois foi introduzido o Scooby-Loo mas isso não vem ao caso e isso claramente não é normal. Um dos pontos chave dentro da primeira edição é explicar o motivo de Scooby ser dotado de fala. 

Outro ponto positivo na primeira edição é que nenhum dos membros da Mistério SA ficou apagado ou esquecido, o que era um dos meus maiores medos ao lê-la. Principalmente no caso da Daphne. A garota me surpreendeu e tornou-se um personagem com identidade e desenvoltura, sendo uma das melhores encarnações da patricinha que eu já vi (perde pra versão de Be Cool Scooby-Doo que é HILÁRIA). Quem lê quadrinhos frequentemente sabe que é muito difícil uma revista de equipe que não possua estrelismos ou um personagem chamando toda atenção. Ponto para os roteiristas.

Além disso, caso você não conheça Scooby-Doo (??) saiba que a DC se preocupou com você (??). Não há nenhuma ligação entre Scooby Apocalipse e versões anteriores. Uma nova origem é contada, com elementos totalmente distintos de tudo que envolve as histórias já publicadas/exibidas. alguém não conhece Scooby Doo? Sério isso?

Por último e não menos importante o traço e as escolhas de cores são PUTAQUIPARIUVELMENTE GENIAIS tanto que mereceu a criação de um novo advérbio. Sério, a cada página passada eu ficava mais impressionado com os desenhos. O design dos personagens principais ficou bem impressionante, os cenários, as capas (principal e alternativas), enfim, tudo. Um show a parte!
Caramba... Eu não consegui encontrar nenhum ponto negativo na revista... Foi simplesmente uma das melhores coisas do ano. Mas ainda assim eu não posso dar 10, por conta da próxima análise...

Ah, quer saber, merece dez, caguei depois eu me viro com a próxima. Nota 10/10

Corrida Maluca #01


"O mundo acabou, mas a corrida está apenas começando! Penélope Charmosa, Peter Perfeito e o resto dos pilotos malucos buscam a linha de chegada em um torneio onde o vencedor leva tudo e o segundo lugar recebe a morte. O desafio de hoje: o labirinto quebrado de rodovias conhecido como o Überpass, onde eles serão assolados por bestas gigantes de areia, insetos mutantes, e o pior de tudo, as ações assassinas e anti-esportivas de Dick Vigarista. A última coisa que eles precisam depois de sobreviver a corrida é uma briga de bar brutal, mas isso é tudo o que recebem!"

Como eu havia comentado láaaaa em cima no início do post, Corrida Maluca é para mim o melhor desenho de Hanna-Barbera. Eu apostava nos vencedores a cada episódio, dava risada das canalhices do Dick Vigarista, fazia um rank dos pilotos que mais venciam... Sério, Corrida era o meu principal motivo para acordar nos sábados de manhã. Sendo assim, para mim, ler essa revista significava arriscar destruir minha visão de CM, uma vez que ela era TOTALMENTE diferente do antigo desenho que passava no SBT, e eu iria odiá-la ou amá-la de todo meu coração. Desde o anúncio do lançamento eu estava preocupado.

C@RALHO COMO EU AMEI ESSA REVISTA

Eu não sei nem por onde começar cara. Que tal falar da completa mudança do status quo dos personagens? Ou da corrida ser altamente perigosa e potencialmente fatal? Ou do design pós-apocalíptico do mundo? Ou dos carros? São TANTOS acertos em uma revista que correu TANTO risco de receber ódio dos fãs como eu ao mudar completamente algo que esteve presente na infância de várias e várias gerações, que foi realmente surpreendente!

Primeiramente, vamos ao mundo. Como eu comentei acima, os ocorridos em Scooby Apocalipse levam ao... Apocalipse, e Corrida Maluca se passa na Terra pós-fim-de-tudo-que-conhecemos. Os corredores foram escolhidos a dedo pela entidade denominada "A Locutora" que lhes promete um lugar em "Utopia", que é basicamente um paraíso. Para chegar a Utopia os participantes precisam vencer um campeonato mortal. Além disso os carros dos participantes são agraciados com o dom da vida. Ponto pelo roteiro.

O design do mundo tem uma pegada estilo Mad Max, o que era de se esperar, já que foram idealizados por Mark Sexton que trabalhou no último e aclamado filme Estrada da Fúria. Isso fez com que a publicação adquirisse um teor misto entre realismo, surrealismo e fantasia, além de perder o tom inocente que o desenho original tinha (tem sangue e violência). Ponto por Mark.

A origem de cada personagem da Corrida aparentemente será explicada (na edição #01 explicam dois), com detalhes do por quê eles terem sido escolhidos e como eles foram parar ali. Todos terão seu espaço mostrando também um pouco do fim do mundo. Ponto pela originalidade e zelo com os corredores.

Os carros falam. Ponto pelos carros falarem. Monstros gigantes. Ponto pelos monstros gigantes. Muttley com partes cibernéticas. Outro ponto. Sério eu poderia tecer aspectos positivos dessa revista durante um dia inteiro, mas para poupá-los vou parar por aqui.


Agradeço a DC imensamente pela concepção dessa revista. Espero que as outras edições sigam essa pegada, pois é algo que me agradou profundamente. Agradou no nível: Fico muito feliz por estar vivendo nessa época. Nota 10 com louvor e estrelinhas/10
LEIA!

Bem butequistas por hoje é isso!

Caso tenham dúvidas, sugestões, críticas, ofensas ou elogios fiquem a vontade para comentar! O feedback de vocês é muito importante para toda a equipe do Buteco!

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Leocristian voltando ao seu banquinho perto do balcão! Voltem as suas canecas de rum!
E HOJE EU TÔ FELIZ PACARACA ENTÃO UMA RODADA É POR MINHA CONTA! o//